2017 V Simpósio FAK

31 trabalhos · 393 páginas · versão final

Origens 7 Atualidades 8 Desafios futuros 16

Apresentação

Texto de abertura do volume

O Simpósio FAK, iniciado em 2009, consolidou-se como um evento ordinário bianual da Fundação Allan Kardec, o qual visa a abrir um espaço de compartilhamento de conhecimentos obtidos por meio da realização de pesquisas sistematicamente aprofundadas a cada edição1.

Embora mantendo a essência do propósito original, à cada edição o evento incorporou ajustes quanto a vários aspectos, indicados a seguir:

a. Quanto à sua inserção à dinâmica institucional regular - nas duas primeiras edições (2009 e 2011) o evento situou-se como item da área organizacional dedicada ao apoio aos trabalhadores; em 2013 tornou-se um item da agenda da direção geral da instituição; em 2015, em razão de mudança estatutária ocorrida em 2014, o evento passou a ser uma atribuição da área de gestão específica da estrutura institucional denominada "Correio do Amor", cuja finalidade geral é "a ampliação da comunhão com os propósitos espirituais da instituição, tal como devem ter sido formulados pelos seus responsáveis espirituais"; em 2017, o evento consolidou-se como compromisso de toda a instituição, mobilizando, sob a coordenação direta do Presidente do Conselho Diretor - que é também responsável pelo Correio do Amor - todas as unidades da estrutura organizacional e ensejando o advento de várias comissões e equipes responsáveis pelos diversos aspectos de sua realização;

b. Quanto às atividades agregadas à agenda do simpósio - em todas as edições foram realizadas, aproveitando-se o ensejo do simpósio, atividades especiais, variadas a cada ano, como pré-eventos (encontro ecumênicos, conferências, lançamento de livros, etc.), como paralelas ao evento (exposição de fotografias, de pôsteres, etc.) e como pós-evento (edição de anais, produção de material audiovisual relativo ao evento, etc.). Como agenda adicional às apresentações dos artigos, em 2011 e 2013 foram agregadas exposições sobre "relatos de vivências" e em 2015, esses relatos foram apresentados apenas em exposição paralela de audiovisuais; em 2017, em razão de mudança em experimentação para possibilitar aos autores incluir o aprendizado sobre si próprio no artigo produzido, não houve agregação adicional na agenda de apresentação dos artigos;

c. Quanto as motivações associadas à produção dos artigos - em 2009, o propósito precípuo da produção dos artigos era avaliar se os trabalhadores da instituição eram capazes de produzir trabalhos escritos sob metodologia de pesquisa e redação tecnicamente embasadas; em 2011 e 2013, a motivação para os trabalhos de pesquisa foram mantidas, mas buscou-se agregar, com os relatos de vivência, um espaço para possibilitar o compartilhamento das realizações do coração e experiências do sentimento, em face da constatação que era necessário evitar a sedimentação de pretensões meramente intelectuais; em 2015, foram feitas avaliações sobre os artigos produzidos até a data e percebeu-se que o viés apenas acadêmico parecia ganhar curso e, por isso, em 2017, buscou-se reorientar as motivações para possibilitar ao articulista utilizar a produção do artigo como oportunidade para, ao tempo em que produz conhecimento sistematizado, refletir sobre si mesmo, agregando-se como imprescindível no conteúdo a feitura do artigo uma seção denominada "o que aprendi sobre mim mesmo", a ser mais adiante referida;

d. Quanto à maturidade da agenda de temas para orientar a produção de artigos - em 2009 a estruturação da agenda indicou apenas o tema central e subtemas - primórdios das ações espiritistas nas terras amazônicas, Espiritismo nas terras amazônicas na atualidade e compromissos iluminativos - com as ideias gerais do que se esperava de cada um; em 2011, a estruturação da agenda manteve a

essência, mas detalhou os subtemas com extenso rol de assuntos indicados como relevantes para serem pesquisados, incluindo-se um item específico sobre o papel da FAK em relação ao movimento espírita regional; em 2013, a estruturação adotada consolidou-se sobre as ações espiritistas dos primórdios desse movimento, sobre as práticas espiritistas do presente e sobre as perspectivas futuras; em 2015, a agenda de tema manteve-se mas, em razão da necessidade de viabilizar a inserção, de forma natural, de participantes oriundos de qualquer instituição, de qualquer estado da região, constatou-se ser relevante ajustar a estruturação geral dos temas, subtemas e assuntos, pois embora se pretendesse ter por referência a Amazônia, boa parte destes referiam-se sobre o Estado do Amazonas; em 2017, embora mantida a essência, a agenda de temas tornou-se efetivamente abrangente para qualquer instituição, de qualquer estado da Amazônia e focando qualquer tema relacionado, não apenas com o movimento em si, mas sobretudo com a atuação dos espíritas na região, isto é, suas buscas do ontem e do hoje, e suas intenções em relação ao futuro e, neste aspecto, as percepções dos espíritas em relação aos vínculos do Espiritismo com o Cristianismo .

Assim, a partir do tema central "Espíritas na Amazônia" são desenvolvidas pesquisas visando trazer à tona "suas buscas", tanto "nas realizações do passado e do presente" como "nas motivações para o futuro". Essa abordagem é uma atualização do que antes era tratado como "origens", "realizações" e "compromissos" do movimento espírita amazônida, pois o foco deixou de ser o movimento em si, passando a ser os espíritas e o móvel de suas buscas no ontem, hoje e suas intenções em relação ao futuro. Sob o eixo "origens", busca-se revelar a identidade dos trabalhadores pioneiros e as características de suas atuações em um movimento espírita iniciante no seio da Amazônia; sob o eixo "atualidades", busca-se refletir acerca das atividades realizadas em passado recente e na atualidade, visando a ensejar a troca de experiências e aprendizados; sob o eixo "desafios futuros" busca-se investigar percepções sobre como efetivar o conhecimento espírita em prol da transformação moral dos indivíduos e das coletividades, incluindo o realce das propostas originais do Cristianismo.

Sendo um evento da agenda interna institucional, o simpósio tem como destinatários fundamentais os próprios trabalhadores e estudantes da casa. Porém, pela natureza e propósitos do mesmo, sua realização constitui-se em oportuna ocasião para participação de outros interessados. Nesse sentido, a agenda de temas passa a comportar, de forma natural, a participação de qualquer integrante de instituição espírita, de qualquer estado amazônico, sendo todos bem-vindos, sem restrições, como ocorre com todos os eventos da instituição, pois entende-se que a troca de conhecimentos e experiências fortalece a ação conjunta no bem e fortalece a união em torno do ideal espírita.

Para a instituição em si, o simpósio tem sido um instrumento viabilizador do acesso às matrizes espirituais do planejamento institucional, por meio da pesquisa séria e sistematizada focada nas necessidades de adequação da instituição, frente aos compromissos de seus trabalhadores. Os artigos elaborados passaram a ser entendidos como notícias do planejamento espiritual, produzidas pelos próprios trabalhadores, passíveis de serem utilizadas como fonte de informação para avaliar a harmonia entre o planejado (projeto espiritual) e o realizado (ações no plano físico). Os resultados concretos das pesquisas e análise geram subsídios para aperfeiçoar a realização de suas atividades e para descortinar melhor os compromissos da instituição perante o Movimento Espírita e a sociedade em geral nas terras amazônicas.

Em decorrência dessa percepção, entendeu-se oportuno estabelecer como um dos frutos do simpósio identificar, por meio da investigação de toda a produção já realizada,

os efeitos virtuosos na comunidade interna, no sentido de ampliar a vivência da solidariedade fraternal orientada pelo Cristo no "amemo-nos uns aos outros", que obviamente, sendo a mensagem essencial, haverá de ser o maior objetivo no planejamento espiritual de qualquer instituição cristã na Terra.

Para melhor registrar a produção obtida nos diversos aspectos de realização do simpósio, estes anais estão estruturados da seguinte forma: a reprodução dos trabalhos apresentados no evento; o Termo de Referência e o texto "Tópicos para orientação dos articulistas" que orientou a participação de todos na realização do Simpósio. Estão reproduzidos também a identidade visual do evento, o Boletim Informativo N.º 1, o Slide mestre do VI Simpósio FAK, a Programação Geral das Apresentações e os textos artísticos usados nas sessões de abertura e de encerramento do evento. Estes Anais, portanto, buscam lembrar o que foi o VI Simpósio FAK e renovar o convite à participação efetiva na construção de um mundo melhor.

Orlens da Silva Melo Coordenador Geral

Abrir o PDF · 3 páginas

Sumário

Os 31 trabalhos do volume, na ordem impressa.

Origens 7 trabalhos

Vultos históricos da ação espiritista amazônica

  1. As Pioneiras: A Atuação Feminina nos Primórdios do Espiritismo no Amazonas Joselita Cármen Alves de Araújo Nobre; Lenara Barros Muniz de Paula Nunes 21 p.
  2. Antonio José Barbosa: O Nobre Militar que se tornou pioneiro do Espiritismo no Amazonas Lenara Barros Muniz de Paula Nunes 17 p.
  3. Marcellino Queiroz: Dinamizador do Projeto do Hospital Espírita ―Allan Kardec‖ Santa Maria de Melo 11 p.
  4. Luiz Facundo do Valle: notícias de sua atuação no movimento espírita pioneiro Joselita Cármen Alves de Araújo Nobre 34 p.
  5. João Facundo do Valle: um bom companheiro na vida e na fé Joselita Cármen Alves de Araújo Nobre 15 p.
  6. Emília Freitas e Arthunio Vieira: A Missão emcomum na Amazônia Roberio dos Santos Pereira Braga 38 p.
  7. Felix Luiz de Paula: Propagandista dos primórdios do espiritismo no Amazonas Isis de Araujo Martins 14 p.

Atualidades 8 trabalhos

A FAK, suas circunstâncias e seu papel junto ao Movimento

  1. O Passe como Tratamento Espiritual do Trabalhador: Equilibrando as energias dos chackras, através do desenvolvimento da virtude do amor France Luce Gonçalves de Souza 11 p.
  2. Perfil de busca dos adultos e idosos assistidos na Fundação Allan Kardec, no período de fevereiro a junho de 2017 Lúcia Alves da Rocha 14 p.
  3. A Arte Espírita como Instrumento de Evangelização do Ser: Das nuvens brancas à DART Samantha Oliveira Gomes da Silva 22 p.
  4. Um Conjunto de Benefícios para um Conjunto de Beneficiados Nilza Souza Reis; Odécio Dandaro Junior 8 p.
  5. Liderança com Confiança: a Obra é do Cristo Tânia Santos de Melo 5 p.
  6. Prática do Evangelho no Lar á Luz da Doutrina espírita: um recurso iluminativo para as famílias e aos trabalhadores da FAK Andréa Maciel Schussler; Jocelyn Nascimento das Chagas 15 p.
  7. Apoio Mediunico a Melhoria Interior: Reflexões sobre as Diretrizes de Funcionamento na FAK Francis Eduardo Sgarbi; José Laurindo Campos dos Santos 9 p.
  8. A Fundação Allan Kardec: os caminhos de oportunidades para a transformação do ser na era de regeneração José Luiz Camacho 11 p.

Desafios futuros 16 trabalhos

Consequências do conhecimento espírita

  1. Desafios do Jovem Espirita na Atualidade Maria Eduarda Machado Parente 6 p.
  2. Apresentando um Caminho que Conduz a Felicidade Suprema Raimundo Martins Ferreira 8 p.
  3. Interrelações entre o Aurodescobrimento possibilitado pela Meditaçaõ e o Exercício da Mediunidade Jefferson Rebello Pimentel; João Carlos dos Santos Júnior 10 p.
  4. Meditação (Re)Conhecendo sua Potência para os propósitos do Ser Imortal Ana Kalina Moura de Paula; Jefferson Rebello Pimentel 13 p.
  5. Porque ainda receio deixar o Mundo? A visão Espirita das causas do temor da Morte Morgana Pereira Filgueiras 10 p.
  6. O Evangelho Segundo o Espiritismo e a revista espírita: Há muitas moradas na Casa do meu Pai Maria Luiza da Cunha Reis 10 p.
  7. Overview de Artigos: Síntese das reflexões sobre os Aspectos Gnosiológicos e Epistemológicos do Espiritismo Alessandra dos Santos Pereira 6 p.
  8. Intolerância, seu significado e libertação João Carlos dos Santos Júnior 9 p.
  9. Viajores do Grande Rio Bartolomeu Pereira da Silva Júnior 4 p.
  10. O que Aprendi escrevendo o artigo ―A importância da autonomia na emancipação do ser‖ Iolete Ribeiro da Silva 7 p.

Reforma íntima e regeneração social

  1. A Atuação do espírita na Sociedade: Uma Reflexão à Luz da Doutrina Espírita e da Realidade Anna Beatriz de Araújo Nobre 18 p.
  2. A Contribuição das Quatro Edições do Simpósio FAK para o Autoconhecimento e Percepção da Missão Individual Martim Afonso de Souza 6 p.
  3. Atando fardos sobre ombros alheios: reflexões de um pretenso orientador José Alberto da Costa Machado 8 p.
  4. O que Aprendi escrevendo o artigo ―A educação das emoções e o autoconhecimento: caminhos do aprimoramento espiritual‖ Claudia Aparecida Pinheiro Soligo 8 p.
  5. Reflexões sobre o pensamento como agente fundamental na qualidade da psicosfera física e espiritual Andréa Maciel Schussler; José Laurindo Campos dos Santos 16 p.

Transição planetária e compromissos iluminativos

  1. Transição Planetária, Pensamentos e Percepções, Conduta e Mediunidade João Carlos dos Santos Jr. 9 p.